
Ontem, lendo um trecho do livro Encantadora de bebês, me senti mais humana e normal, me senti livre de um fantasma que me atormentava desde o nascimento das meninas!
Assim que as meninas nasceram foi mágico, eu chorei na sala de parto, e ao vê-las pela primeira vez na incubadora, eu as amava, mas não amava como mãe, eu as amava como um pedaço de mim, algo que eu gerei, que eu fiz e somente, eu não sentia aquele amor avassalador, eu posso comparar com o amor de um amigo muito querido, elas eram amigas queridas que compartilharam comigo 7 meses de muitas mudanças, de muito choro e muita alegria, eram parte do meu dia, eram as “ pessoas” com quem eu desabafava, pra quem eu cantava, contava histórias ou o meu próprio dia-a-dia, eram amigas invisíveis aos meus olhos, mas sensíveis a minha alma e ao meu corpo, e quando pude vê-las em sua forma real, eu amei as companheiras dos meus 7 meses, como aquele amigo que você se corresponde por carta, você sabe que ele existe, você não o vê (em alguns casos nunca viu) mas você gosta dele, com as meninas foi assim eu gostava delas!
Logo que voltei pra casa, conversei com uma amiga e ela me falava do amor pelo filho, era incondicional, e de tudo que fazia por ele, e das noites que passava em claro, de como amamentou no peito durante mais de um ano, seu zelo e afeto transbordavam em cada palavra, e eu com tudo isso me sentia diminuída ao máximo, pensava que jamais seria capaz de sentir tal afeto pelas pequenas, me sentia a pior mãe do mundo, me perguntava porque aquele amor que ela sentia também não habitava em mim?! Porque eu não conseguia sentir esta urgência em amar que ela sentia? ! Confesso ter passado noites em claro me perguntando isso, de ter entrado no quarto das meninas enquanto elas estavam na uti e ter chorado muito, eu me lembrava da minha mãe voltando do hospital quando teve meu irmão mais novo em prantos, pois ele ficou na UTI por causa da icterícia,a minha mãe chorava de soluçar , isso não aconteceu comigo, o que me afundou mais ainda!
Claro, que assim que elas chegaram em casa, a situação mudou e foi crescendo uma urgência, uma necessidade de estar perto, de amá-las, de querer sempre o melhor, de ler e aprender, de ser a mãe, de fazer tudo por elas e não deixar ninguém tomar a minha frente, eu quis e me decidi que seria suficiente em tudo na vida delas, que eu trocaria, que eu daria banho (mas quem faz isso é o Brenner, por causa da minha coluna), que eu alimentaria, que eu ficaria acordada, que eu vestiria, que eu levaria ao médico, eu seria o que minha mãe é para mim até hoje, meu melhor exemplo!
Meu medo do fracasso, minha insegurança não me permitiam sequer mencionar o assunto, eu acha que era a única no mundo a sentir o que sentia, o que me impediu certamente de partilhar com o meu marido ou qualquer outra pessoa o que ocorria.
Só então ontem, ao ler o livro compreendi o óbvio, ninguém ama sem conhecer, eu tinha um conhecimento vago das minhas filhas enquanto elas estavam na barriga, eu sabia que elas eram minhas, que eu as amava por estarem ali, por serem parte da minha história, por terem um pedacinho meu em si, quando nasceram eu passava algumas horas na UTI, neste tempo elas dormiam, mal abriam os olhos, não expressavam nada, como eu poderia amar loucamente o que não conseguia conhecer, o que não conseguia entender???
Quando as meninas entrarão em casa e fizeram parte do meu dia, da minha vida, da minha rotina, e hoje posso garantir que conheço cada choro e gosto, hoje posso dizer com um certeza inabalável eu as amo, e são o maior bem da minha vida! Sim, por elas eu mataria e morreria, mas isso agora, aos 3 meses da vidinha delas!
Creio que deve acontecer com a maioria das mães o que houve comigo, mas como eu acho que sentem vergonha de dizer que somente amam o filho e não são desesperadoramente apaixonadas, ficam retraídas se sentindo culpadas, minimizadas e incapazes, eu inúmeras vezes me senti incapaz...mas agora mais do que nunca aliviada e apaixonada pelas meninas porém equilibrada!!
Como dizem os indianos na novela, eu construí um amor, ou melhor dois!
Assim que as meninas nasceram foi mágico, eu chorei na sala de parto, e ao vê-las pela primeira vez na incubadora, eu as amava, mas não amava como mãe, eu as amava como um pedaço de mim, algo que eu gerei, que eu fiz e somente, eu não sentia aquele amor avassalador, eu posso comparar com o amor de um amigo muito querido, elas eram amigas queridas que compartilharam comigo 7 meses de muitas mudanças, de muito choro e muita alegria, eram parte do meu dia, eram as “ pessoas” com quem eu desabafava, pra quem eu cantava, contava histórias ou o meu próprio dia-a-dia, eram amigas invisíveis aos meus olhos, mas sensíveis a minha alma e ao meu corpo, e quando pude vê-las em sua forma real, eu amei as companheiras dos meus 7 meses, como aquele amigo que você se corresponde por carta, você sabe que ele existe, você não o vê (em alguns casos nunca viu) mas você gosta dele, com as meninas foi assim eu gostava delas!
Logo que voltei pra casa, conversei com uma amiga e ela me falava do amor pelo filho, era incondicional, e de tudo que fazia por ele, e das noites que passava em claro, de como amamentou no peito durante mais de um ano, seu zelo e afeto transbordavam em cada palavra, e eu com tudo isso me sentia diminuída ao máximo, pensava que jamais seria capaz de sentir tal afeto pelas pequenas, me sentia a pior mãe do mundo, me perguntava porque aquele amor que ela sentia também não habitava em mim?! Porque eu não conseguia sentir esta urgência em amar que ela sentia? ! Confesso ter passado noites em claro me perguntando isso, de ter entrado no quarto das meninas enquanto elas estavam na uti e ter chorado muito, eu me lembrava da minha mãe voltando do hospital quando teve meu irmão mais novo em prantos, pois ele ficou na UTI por causa da icterícia,a minha mãe chorava de soluçar , isso não aconteceu comigo, o que me afundou mais ainda!
Claro, que assim que elas chegaram em casa, a situação mudou e foi crescendo uma urgência, uma necessidade de estar perto, de amá-las, de querer sempre o melhor, de ler e aprender, de ser a mãe, de fazer tudo por elas e não deixar ninguém tomar a minha frente, eu quis e me decidi que seria suficiente em tudo na vida delas, que eu trocaria, que eu daria banho (mas quem faz isso é o Brenner, por causa da minha coluna), que eu alimentaria, que eu ficaria acordada, que eu vestiria, que eu levaria ao médico, eu seria o que minha mãe é para mim até hoje, meu melhor exemplo!
Meu medo do fracasso, minha insegurança não me permitiam sequer mencionar o assunto, eu acha que era a única no mundo a sentir o que sentia, o que me impediu certamente de partilhar com o meu marido ou qualquer outra pessoa o que ocorria.
Só então ontem, ao ler o livro compreendi o óbvio, ninguém ama sem conhecer, eu tinha um conhecimento vago das minhas filhas enquanto elas estavam na barriga, eu sabia que elas eram minhas, que eu as amava por estarem ali, por serem parte da minha história, por terem um pedacinho meu em si, quando nasceram eu passava algumas horas na UTI, neste tempo elas dormiam, mal abriam os olhos, não expressavam nada, como eu poderia amar loucamente o que não conseguia conhecer, o que não conseguia entender???
Quando as meninas entrarão em casa e fizeram parte do meu dia, da minha vida, da minha rotina, e hoje posso garantir que conheço cada choro e gosto, hoje posso dizer com um certeza inabalável eu as amo, e são o maior bem da minha vida! Sim, por elas eu mataria e morreria, mas isso agora, aos 3 meses da vidinha delas!
Creio que deve acontecer com a maioria das mães o que houve comigo, mas como eu acho que sentem vergonha de dizer que somente amam o filho e não são desesperadoramente apaixonadas, ficam retraídas se sentindo culpadas, minimizadas e incapazes, eu inúmeras vezes me senti incapaz...mas agora mais do que nunca aliviada e apaixonada pelas meninas porém equilibrada!!
Como dizem os indianos na novela, eu construí um amor, ou melhor dois!

2 comentários:
Sabi Fabi.. isso aconteceu comigo também.. Mas acho que por minha filha não ser prematura e conseguir se 'expressar' mais rapido.. comigo o tempo foi menor.. na primeira semana eu sentia apenas o amor-amigo.. Depois da primeira semana.. Quando a Maria Eduarda começou a rir sem parar.. pronto! Ali acabou a Fernanda! rs
Parabens eim.. o Blog tah MARAVILHOSO.. Você escreve muuuito bem!
Fê acho que o fato delas terem ficado na uti dificultou tudo, eu estava com os hormonios a mil por hr, qdo chegava pra vê-las ela tudo mecanico, pq tinham mtas regras...foi um período dificil mas graças a Deus passou, hj não vivo sem minhas filhas!
Postar um comentário