quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Nada de mudanças...



Pois é, ontem senti na pele que a história da rotina realmente surtiu efeito nas meninas, e comecei a pesar os prós e contras do método que adotamos. Fomos no aniversário da minha avó, isso umas 20:00 hrs, acontece que as meninas tomam banho 19:30 hs todos os dias, depois mamadeira e berço, ontem fizemos diferente demos banho mais cedo e mantivemos elas na sala, e foi ai que a novela começou, elas deram gritinhos, resmugaram e pronto veio aquele choro, tentei brincar, distraí-las, por fim acalmaram um pouco, fomos pra casa da minha avó e lá chegando, um auê, a Clara berrava sem parar, a Duda ouviu e seguiu em côro, conclusão elas queriam somente o meu colo, e uma não aceitava a outra, quando eu tentava pegar as duas juntas elas berravam e se arranhavam, se eu pegava somente uma não havia problemas, acabei por ficar num quarto pra não incomodar ninguém com o choro desenfreado das flores, e viemos embora antes do esperado. Chegamos em casa e tudo mudou, as meninas eram só sorrisos, brincaram um pouquinho no berço e logo dormiram, e eu e o Brenner tivemos a certeza de que o choro não era dor, fome ou frio mas sim a falta da rotina que criamos, afinal hora de dormir é hora de dormir e não de passear, decidimos por fim que não saíremos mais a noite respeitando as regras que nós mesmos impomos, infelizmente este é o lado ruim da rotina, ficamos presos a ela, sempre dominados pelo relógio, o lado bom é que as meninas são tranquilas pois sabem o que virá a cada momento e assim vivem mais felizes!
Vamos ver com o crescimento delas, talvez quando elas entenderem melhor a gente consiga afrouxar um pouco esta rotina, do contrário, as 20:00 hrs elas se transformam em bebês estridentes e eu penso seriamente em arrancar todos os meus cabelos entre um choro e outro..rs!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Se descobrindo...


As meninas estão agora na fase das descobertas, descobriram as mãos, e passam longos minutos se admirando principalmente a Clarinha, descobriram o espelho e é só colocá-las diante dele que abrem mil sorrisos, descobriram os bichinhos e brinquedos do berço, e a todo momento estão agarradas a algum deles, e claro já era hora de se descobrirem também.

Pego uma delas e coloco sentadinha, depois coloco a outra de frente, no primeiro dia se olharam com cuidado, se estranhando, se reconhecendo, a Duda deu um risinho a Clara um chorinho, e dai pra frente é assim, quando a Duda encontra a Clara abre o sorriso tenta tocá-la e dá gritinhos, a Clara por sua vez, se esconde no seu colo, faz cara de choro e as vezes chora.
Sinto uma dó da Duda, ela é tão carinhosa com a Clara, mas a Clara não dá chance..rs E se não bastasse, agora se falo com uma delas a outra chora, se pego uma no colo a outra chora, e quando o Brenner chega a Clara fica toda falante, e eu não posso falar ou sequer enconstar nele que ela bre o berreiro, acabo ficando triste, mas sei que vai passar.
Mas em compensação a Duda ainda é minha mascotinha, esta sempre feliz, adora ficar comigo, ri o tempo todo, e quanto a Clarinha, ela tem suas preferências inclusive nos brinquedos, dei um leão pra elas quando tinham uns dois meses, pois bem a Clara tem certeza que ele é somente dela, se me vê usando ele pra brincar com a Duda chora, chora e chora, esta semana terei que ir em uma loja e comprar outro antes que a Clara tenha um surto.
Acho que a Clara esta ficando muito ciumenta e a Duda muito mais tranquila, a única exigência dela é que quando estou dando sua mamadeira eu não fale com ninguém, de resto esta sempre sorrindo pra cá e pra lá, e no fundo sei que elas se percebem e gostam da presença uma da outra, pois basta a Duda dormir pra Clara começar a fazer barulho, puxar o paninho da Du, apertar as mãozinhas dela, uma pentelhinha..rs!
Fase de se descobrir, de descobrir os gostos, as preferências, os brinquedos..e a mamãe descobrindo como se adaptar a tantas mudanças e caprichos..rs



domingo, 1 de novembro de 2009

Gêmea sem a gêmea?!




Esta semana, a Clara teve muitas cólicas, acho que devido a transição do leite para as papinhas, ela chorou por horas seguidas em diversas noites e nada solucionava, dei paracetamol pra dor e mylicon pra diminuir a cólica, mas nada surtiu efeito, e claro que ela só queria colo de mãe, o Brenner tentou pegá-la e acalmá-la, mas ela não desgrudava de mim, agarrada na minha roupa, escondia o rosto no meu pesçoco e não queria ir com ninguém, mas na quinta-feira eu precisva ir ao supermercado, demos banho nas meninas e a Duda logo dormiu, a Clara grudou em mim e chorou sem parar até que cochilou, coloquei-a na cama e durou 5 minutos até que acordasse aos berros, o jeito então foi levá-la comigo ao supermercado e o Brenner ficou com a Duda em casa.

Primeiro fiquei com peso na consciência de sair somente com uma, parecia que eu estava agindo muito mal com relação a Duda, eu já li em alguns livros que é importante fazer programas com os gêmeos separados pelo menos uma vez ao mês, mas confesso que acho que nunca serei capaz de sair somente com uma quando elas compreenderem que eu estou levando uma e não a outra mesmo que depois eu inverta e leve a que ficou, fui o caminho todo pensando na Duda, e a sensação de ter uma e não a outra é péssimo, parece que elas são duas peças que formam uma coisa só, e não faz sentido algum ter somente uma, o Brenner depois me disse que se sentia igual vendo a Duda sozinha no berço.
No supermercado, foi uma maravilha, nada de perguntas, nada de pessoas apontando, ninguém parando pras nos olhar, parecia que eu nem tinha bebê, que estava invisível, foi uma paz, comprei o que precisava sem ter aquela sensação horrível de ser observada e comentada, mas apesar da tranquilidade ainda preferia ter minha Duda comigo e passar por toda a euforia que causamos aonde vamos.
Experiência difícil de explicar, pois você sabe que não fez por mal, que não haveria o menor cabimento acordar um bebê que esta dormindo só pra levá-lo com você e te fazer sentir melhor, mas mesmo assim senti falta, senti uma espécie de saudade, uma preocupação em saber se estava tudo bem em casa, e uma culpa bem pequena lá no fundo!
Acho que não farei mais isso, realmente me senti incompleta tendo comigo somente uma das duas pessoas que mais amo neste mundo, mesmo que por algumas horas e por necessidade!

Papinha


Olá!


A semana foi tão corrida mal deu pra comentar que as meninas começaram a comer papinha, conforme orientação do pediatra, como a Clarinha tem muita cólica iniciamos com mamão pra ajudar, para somente depois partimos para banana, pera e maçã, sopinhas salgadas ficaram para o próximo mês.

Juro que não imaginei que seria tão difícil, a primeira complicaçao foi por o babador, eu colocava elas puxavam, arrancavam, eu fiquei com medo de dar um laço muito forte, e elas logo descobriram isso e foi uma bagunça, depois a parte da colher, comprei uma colher de silicone pra não machucá-las, e ainda bem pois a primeira reação delas foi morder e depois querer chupar a colher, de forma que o mamão grudava no fundo da colher e não entrava na boquinha delas, quando por fim consegui colocar o mamão na boquinha delas, elas enfiavam a mão na boca tiravam tudo e pasavam no cabelo delas no meu, na roupa, na mesa, e em todo lugar que suas mãozinhas ágeis alcançavam, por fim consegui que comessem quase meio mamão cada uma, claro que tentei por mais de meia hora com muita persistência, pois elas so cuspiam, foi difícil mas não impossível.

Dudinha, comeu sob protesto, muitas caretas e resmungos, Clarinha depois de muito tentar aceitou bem acho que até gostou, mais uma conquista na evolução das pequenas e muita roupa pra lavar, porque depois da papinha da vontade de jogá-las na máquina de lavar..rs!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Difícil não comparar..


Quando se tem gêmeos,se torna praticamente impossível não fazer comparações, quando menos espero me vejo falando " A Clara já faz isso mas a Duda ainda não!", " Clara a Duda é tão quietinha porque você é tão chorona!", e assim vai...
Há umas duas semanas a Duda começou a nos imitar, quando eu e o Brenner cantavámos pra ela, ela movia a boca e ficava eufórica e claro emitia vários sons, e a Clara estava sempre quietinha, me preocupei, perguntei ao pediatra porque a Duda desenvolveu tanto e porque a Clara não estava no mesmo ritmo, o pediatra me lembrou que ser gêmeo não é sinônimo de ser a mesma pessoa, que elas tem limitações diferentes, tempos diferentes apesar da idade ser igual e que cada uma aprenderia coisas em tempos diferentes, assimilei tudo mas, mesmo assim vim pra casa triste, a Duda tão "falante" e a Clara tão "muda".
Nesta sexta-feira a Duda dormiu bem a tarde, e a Clara ficou acordada, coloquei as musiquinhas que ela gosta e comecei a cantar baixinho, ela começou a mover os lábios, abrir bem  a boca e o som veio saindo, fluindo bem calmo, bem mais baixo que os gritos da Duda, no sábado a Clara deslanchou ficou no berço um tempão emitindo sons contínuos, "conversando"com os brinquedos, mas em um tom mais ameno do que a Duda que é bem expansiva e logo se faz notar, faz barulhos altos misturados com risinhos, no domingo a Clara estava super falante, ela e a Duda deslancharam num papo cheio de risos e barulhos que acredito que só elas entendam..rs
Fiquei feliz, que a Clara desenvolveu e acompanhou a Du, e vi que era bobeira minha se preocupar com a evolução delas, pois percebi que o pescoço da Clara esta bem durinho ela olha pra tudo se vira sozinha, ergue a cabeça, já a Duda precisa de apoio pra se movimentar melhor! Cada uma no seu tempo, cada uma com sua conquista e descoberta, e eu vou tentar me lembrar com mais frequência que elas são irmãs antes de mais nada, são pessoas diferentes com necessidades diferentes, portanto, como qualquer pessoa, cada uma vai aprender algo em certo momento, que apesar de serem gemêas elas não vão evoluir de maneira idêntica!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

gêmeas + curiosidade = estresse



Domingo eu e o Brenner brigamos, eu ia a feira comprar laranjas para as meninas, e o Brenner cismou que eu tinha que levá-las junto, primeiro pensei no calor que estava insuportável, depois pensei nos carrinhos, nas trocas de roupa, na madeira, na fralda, enfim naquele kit básico de sobrevivência que sempre tenho que carregar, pensei também nas calçadas esburacadas do bairro por onde o carrinho passa trepidando muito e minhas pequenas ficam sacolejando feito um saco de batatas, e por fim e o que mais me incomoda é o fato de e que saio com elas não consigo fazer nada, acho que até comentei aqui um episódio do mercado, que levei 5 minutos pra comprar o que precisava e mais 40 para me desvencilhar das pessoas interessadas nas gêmeas!
Não sei o porquê de bebês gêmeos e múltiplos no geral causarem tanto furor nas pessoas, só porque eles nasceram no mesmo dia, porque são iguais, ou são um casal, ou são diferentes, enfim, não passam de bebês não tem nada anormal, mas todo mundo quer tocar, e saber da gravidez, do parto, e começam as perguntas, o complicado é que eu por exemplo sempre visto as meninas de "cores de meninas" (sem preconceito é claro!), elas estão sempre de rosa ou lilás (porque parece que as lojas de bebê só fazem roupas pra menina nestas cores), mas mesmo assim me perguntam: " São meninas?" , " São gêmeas?" e teve até quem me perguntasse " São fêmeas?”, Pô como assim, fêmeas!?! e apesar de tudo você tem que sorrir, respirar fundo e responder e depois da primeira pergunta vem a enxurrada seguinte, querem saber o que comem, como dormem, se quando uma chora a outra chora, se quando uma mama a outra também mama, e normalmente meu cansaço físico e mental é tão grande, que quando penso que tenho sair e levá-las me desanimo, desisto! Este assédio incomoda, outro dia fomos ao shopping sentamos na praça de alimentação e a todo o momento via alguém nos apontando, ou então quando passávamos nos corredores as pessoas comentavam entre dentes, como se não pudéssemos ouvir.
Pior do que as perguntas, são os conselhos, as simpatias pra quebrante, mau olhado, os álbuns de foto que as pessoas tiram sabe-se lá de onde e nos mostram os netos, bisnetos, tataranetos, as histórias, porque todo mundo tem um gêmeo na família, um vizinho gêmeo, um amigo gêmeo e uma história mirabolante.
Eu realmente não gosto, não sei se é porque sou muito discreta, não puxo conversa, então acho estranho alguém chegar te crivando de perguntas, perguntando se pode pegar seu filho, como é a rotina e etc.. eu espero que as meninas saibam se sair melhor nestas saias justas do que eu, pois as pessoas não tem "semancol", vem da rua com a mão suja, pegam nas mãozinhas delas, muitas vezes as acordam, mexem no rostinho, eu não sei se estou exagerando, mas me sinto exposta, uma sensação de invasão, você esta passeando e de repente se vê explicando e contando detalhes da sua vida pessoal pra estranhos.
Com tudo isso, acabo me privando, quando vamos sair, vou desanimada! Torço pra que isso afete o menos possível as meninas!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

mãe eu quero é chupar dedo!


A Clara decidiu que agora só quer o dedo, nada e chupeta!
O medico disse, " Se você ver o dedinho na boca, tira e coloca chupeta!", na teoria tudo lindo, na prática, eu luto com as mãozinhas dela, eu ponho a chupeta ela tira, coloca o dedo, eu tiro o dedo, ela põe a outra mão, eu ponho a chupeta ela cospe, eu ponho novamente ela chupa um poquinho eu solto ela cospe, coloca o dedinho..um caos.
No fim estou cansada, e acabo deixando ela com o dedinho quando ela dorme eu tiro, não sei se é o melhor a fazer, pois todos dizem " Chupeta você tira, o dedo não tem como!" , mas não dá sou mãe de gêmeas, de um lado tenho a Clara do outro a Duda, infelizmente não tenho 2 pares de braços para atender as duas sapecas!
A Duda já prefere a chupeta, não dorme sem, e a Clara se diverte com a sua mãozinha, em falar nisso, uma graça ela descobrindo a mãozinha, agora ela passa um tempão fascinada com a mãozinha, vira pra um lado, vira pro outro, ergue, sorri, da gritinhos tudo olhando pra mãozinha, é tão lindinha! Dudu, pulou a parte de admirar a mãozinha, ela esta mais interessada em saber o que é capaz de fazer com a tal mãozinha, isso inclui arrancar o lençol do berço, puxar o travesseiro da Clara, puxar o dela mesma, trazer o travesseiro junto com ela na hora de mamar, agarrar tudo que vê, puxar meus cabelos ( podem não acreditar, mas que força esta menina tem!), apertar a mãozinha da Clara aé ela gritar, e por ai vai , espero que ela não associe sua linda mãozinha ao rabinho do nosso cachorro Gustavo, que vive ao redor dela, acho que será uma experiência dolorida para ambos, mas claro tomaremos todo cuidado do mundo, nem que pra isso seja preciso amarrar as pequenas e ageís mãozinhas..rs ..brincadeirinha!!!